A MINHA DOR
Fevereiro 28, 2007
Eu tenho em mim a dor que me corrói,
Sei também o nome desse mal
Doença que carrego há muito e dói,
Que me há-de matar qual animal!
Fui amor e desencanto, ao mesmo tempo,
Fui onda gigantesca em alto Mar
Porém não resisti, perdi alento,
Hoje sou réstia de mim, sempre a penar…
Fui a árvore pujante e vigorosa!
Hoje toro velho e carcomido
Já não tendo o vigor que tinha outrora
A um velho tronco resumido…
Com esta dor tamanha que suporto,
Porém não vou morrer de desalento!
Voarei por esse mundo mesmo torto,
Buscando dentro dele, outro alento…
NÃO SEI…
Fevereiro 27, 2007
O ELIXIR
Fevereiro 27, 2007

As recordações coloridas
Da nossa memória longínqua
Que guardamos no sótão das recordações
Do tempo que se esfuma
Sabe bem revisita-las
Momentos belos e felizes…
Outros…Talvez não…!
Mas que perduram, não se esquecem
Fazem parte de nós, pertencem-nos
São a nossa identidade
Os nossos sonhos e anseios…
Estão lá, no sótão das recordações
Os que foram realizados
E aqueles que talvez…
Nunca se realizem
Nessas pedras gastas no tempo
Recordações repousam…
Muitas…
Será melhor que assim continuem
Em eterno repouso
Outras…
Que bom revive-las!
Momentos de felicidade e alegria
Sempre presentes a todo o instante
São esses momentos…
O estímulo para não desistirmos
E assim…continuarmos a busca
Desses sonhos e anseios, não realizados
São essas recordações
O elixir…da eterna procura da felicidade.
GOSTO DE TI ASSIM…
Fevereiro 27, 2007
Gosto de ti assim
Calada, ausente
Me ouvindo de longe,
Em silêncio
Teus olhos cerrados,
Vêem-me
E tua boca ansiosa,
Se fecha num beijo
Emerges do silêncio
Com alma
Libelinha de sonho
Meu amor…
Gosto de ti assim
Calada, ausente,
Melancólica,
Distante
Gosto do teu silêncio cúmplice
Dos teus suspiros
Dos teus beijos ausentes
Presentes em mim
Ouves-me de longe
Deixas que te fale,
Silenciosamente
Tal como a noite
Assim és tu
Calada, silenciosa
Como as estrelas do Céu
Lá longe…
Como gosto de ti assim…
AMOR AUSENTE
Fevereiro 27, 2007
RÉSTIA…DE NADA
Fevereiro 27, 2007
NAS NUVENS
Fevereiro 26, 2007
ANSEIO POR TI, MEU AMOR…
Fevereiro 25, 2007
Ansioso…
Vagueio entre o silêncio, e o vazio
Saio de mim por instantes…morro
O cheiro pestilento de mim…
Me incomoda, e me repugna
Procuro em ti…a pureza e o perfume
Que me ressuscite de novo
Ansioso…
Procuro em vão o teu olhar…
O teu sorriso, o teu conforto, a tua luz…
Olho o teu rosto ausente, e receoso
A chuva cai lá fora, e tu…
Não sabes o que sofro, o que sinto…
Na sombra… desespero
Corroem-me as entranhas
De solidão, e agonia
Anseio por ti, meu amor…
Para me abraçares, me beijares
Me amares…
Foi aí…que te encontrei
Fevereiro 24, 2007
Triste sina ou tal sorte
Pobre andarilho eu sou
Subo montes desço escarpas
Nunca sei para onde vou
As pedras do meu caminho
Tantas vezes as pisei
Só que essas pedras não dizem
A dor que nelas deixei
Nas ondas do Mar revolto
Deixei lá minha agonia
No barco quero voltar
Para junto de ti um dia
No silêncio da desgraça
Minhas lágrimas deixei
No acaso das palavras
Foi aí…que te encontrei.
PARA TI ESTAS PALAVRAS
Fevereiro 23, 2007
Deixa-me dizer-te estas palavras
Que a minha boca tem para te dizer
São pedaços de vida e coisas raras
Que o meu coração tem para te oferecer
Têm alma vida e a desgraça
Numa amálgama de grata ironia
O silêncio da dor que a gente passa
Que transforma a tristeza em alegria
Sou o passado o presente e o futuro
Um farrapo que vegeta em noite fria
O silêncio que grita no escuro
Acordando do marasmo a alegria
Da história das tristes ironias
Lembro o rufar dos tambores da desgraça
Das montanhas cinzentas e sombrias
Às infames vergonhas da chalaça
Horizonte colorido desbravei
Numa rota triunfante em apogeu
Alegria em teus olhos eu verei
Com as lágrimas de alegria, tu e eu.








