O NOSSO ENCONTRO
Julho 24, 2007
Passavas devagar,
Como se fosses, sem coragem,
Fazer, a contra gosto, uma viagem,
À falta de razão por que parar.
A tua sombra-recortou-se no meu chão,
Alongou-se em forma e tempo,
Ganhou corpo, ganhou voz.
E, desde então,
Aguardamos o momento
Em que o sol, a pino, sobre nós,
Reduza as nossas sombras a um ponto,
Por ser tão certo e estreito o nosso encontro,
Que nem em sombra, voltaremos a estar sós.
TEUS LÁBIOS
Julho 12, 2007
HÁ NO TEU CORPO
Julho 4, 2007
É fria a noite, é longa a madrugada
Denso o silêncio, pesada a solidão
De ferro a lua, de pedra, a escuridão…
Tu chegas, e é de seda a alvorada!
Há no teu corpo,
Um halo que me incendeia,
Uma luz que se insinua
E vem ao meu encontro,
Aqui, onde te imagino sempre nua.
O teu jeito de amante
É diamante lapidado
E contrastado, ao longo do tempo
Por todos os olhares, que me precederam.


