O PALCO

Janeiro 31, 2007

Sobe o pano, a peça vai começar

Os actores entram em palco

O cenário é triste

Mas ao mesmo tempo belo…

Vão representar os papéis mais difíceis…

Das suas vidas

A liberdade de ser livre!

Ensaiaram bem

Estarão concerteza bem preparados,

Para representar

No entanto…

Ninguém sabe quem é o protagonista

Olham-se…!

Como que…Assustados

Porque o público está à espera,

Comprou bilhete.

Então…

Chegaram à conclusão que afinal…

São todos protagonistas e figurantes,

Ao mesmo tempo

Neste enorme teatro que é a vida

E a liberdade de ser livre

Onde ser protagonista,

E simultaneamente figurante…

É o grande desafio do futuro

Neste palco…

Onde os cenários de cores cinzentas,

Pairam sobre as cabeças, dos actores…

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NO CREPÚSCULO DA NOITE

Janeiro 30, 2007

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No crepúsculo da noite
A luz da nossa alegria se esbate
Na aurora de um novo dia
O rosto triste de uma criança…
Nos alerta

O seu sorriso tímido e assustado
Nos faz reflectir, no porquê desse sorriso
Ao vermos na sua candura e inocência
A tristeza que sente…
Faz-nos sangrar o coração

Revolta-nos!!!

Porque estão tristes as crianças?
Porque não são felizes!?
No crepúsculo da noite
O meu dia morreu, naquele instante…

O SONO

Janeiro 29, 2007

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Quando as luzes se apagam,
E a noite chega
Tudo se esvanece na madrugada absorvente
Tragando no seu seio, o torpor do iminente stress,
Que nos devora
Na rotina diária, da nossa existência

O sono e o sonho…
Aparecem como drogas, impedindo-nos de pensar
Pesadelo…!? Ou não!
Anestesiando o nosso corpo, e o nosso pensamento

Qual heroína entrando nas veias, devassando a nossa mente
Atirando-nos para um gueto, à margem de tudo que nos rodeia
Não durmam! Não sonhem!
Não se desliguem da realidade

Pensem! Lutem!

Contra o marasmo do existencialismo passivo, e sedentário
Esperando que tudo aconteça
Absortos…Num sono profundo.

EM CARNE VIVA

Janeiro 27, 2007

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Percorro o teu corpo

Onde me delicio,

E repouso

Teus seios,

Tuas coxas,

Teus lábios…

Vulcão incandescente,

Em carne viva

Incendeia-me,

Derrete-me…

Devora a minha gula

Sacia a minha sede

Mata-me de prazer

Enche-me de beijos,

De carícias,

De amor…

Mata a minha sede,

De ti…

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Percorro o Cabo das tormentas

E o Mar das Tempestades

Dentro de mim mergulho, perdido…

O silêncio rompe o barulho da agonia, e da desilusão

Em torno de mim, pairam vozes celestiais

És a minha luz, o meu Sol, o meu Universo

Onde os meus beijos, pousarão tranquilos

E o silêncio gritará, até que a voz lhe doa

O tempo nubloso e escuro, ganhara cor, e alegria

Soltarei suspiros e ais, beijarei teus seios, teus lábios

Em horas profundas de prazer, e paixão

Como suspiro meu amor, por este momento…

NÃO ESPERA POR NÓS

Janeiro 25, 2007

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O dia nasce em silêncio,

Tranquilo

O despertar do sono,

Acorda o silêncio da madrugada

Absorto na bruma,

E na neblina

O dia avança no tempo

Do resto do tempo,

Que nos falta

Absortos em nós

Deixamos fugir o tempo

Porque ele o tempo!

Não espera por nós

Agarremo-lo…

Não o deixemos fugir.

SOLTA O GRITO!

Janeiro 24, 2007

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Silêncio que gritas

Mas sofres em silêncio

Gritas mudo,

Sufocado

O teu pranto dói

De viveres silenciado

Solta o grito!

Que tens atravessado na garganta

Que te corrói,

Que te amordaça

Solta o silêncio

Liberta-o

Deixa-o gritar bem alto

Esta desgraça.

Hello world!

Janeiro 24, 2007

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