QUERO SER

Agosto 3, 2007

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Quero ser dança, na tua alegria,
Ser música, ser riso, ser fantasia,
Ser espelho, ser eco, ser incentivo.
Mas, para ver a luz do teu sorriso,
Sabes, Amor, que também me é preciso
Ver, na sombra da tristeza, o teu motivo.

O NOSSO ENCONTRO

Julho 24, 2007

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Passavas devagar,
Como se fosses, sem coragem,
Fazer, a contra gosto, uma viagem,
À falta de razão por que parar.
A tua sombra-recortou-se no meu chão,
Alongou-se em forma e tempo,
Ganhou corpo, ganhou voz.
E, desde então,
Aguardamos o momento
Em que o sol, a pino, sobre nós,
Reduza as nossas sombras a um ponto,
Por ser tão certo e estreito o nosso encontro,
Que nem em sombra, voltaremos a estar sós.

TEUS LÁBIOS

Julho 12, 2007

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Os teus lábios são loucos viajantes
Que gostam de perder-se no caminho,
Voltar atrás, recomeçar, devagarinho,
Como se fossem dois principiantes…

E eu, como viagem por fazer,
Vou-me alongando nesse teu perder.

HÁ NO TEU CORPO

Julho 4, 2007

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É fria a noite, é longa a madrugada
Denso o silêncio, pesada a solidão
De ferro a lua, de pedra, a escuridão…
Tu chegas, e é de seda a alvorada!

Há no teu corpo,
Um halo que me incendeia,
Uma luz que se insinua
E vem ao meu encontro,
Aqui, onde te imagino sempre nua.

O teu jeito de amante
É diamante lapidado
E contrastado, ao longo do tempo
Por todos os olhares, que me precederam.

NAS ESCARPAS DO TEMPO

Junho 21, 2007


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Nas escarpas do tempo

Nas montanhas da desilusão

Flutuam sonhos e quimeras

Que trepam tal como heras

Pelo muro da frustração.

 

Nessas veredas sombrias

Dentro dos cárceres frias

Há um lampejo de luz

No olhar de uma criança

Há alegria, ternura, esperança

Onde seu brilho, reluz.

 

Nas escarpas do tempo

Nessa vereda sombria

Há o sonho, a utopia, a quimera

Há o sol, há alegria, há Primavera

Há o nascer de um novo dia.

É com enorme prazer que vos anuncio que no próximo dia 29 de Junho, Sexta-feira, no BLÁ BLÁ em Matosinhos, pelas 22h30.
Será o lançamento do meu primeiro livro “O eco das palavras”

É com muito prazer que vos convido a estarem presentes neste evento.
Espero poder contar com a vossa presença. Foi graças ao apoio e estímulo que me deram, que contribuíram para que este livro fosse uma realidade.
Sem a vossa ajuda, nunca seria possível publicar este livro.
Agradeço a todos do fundo do coração.

Bem hajam! E muito obrigado

Mário Margaride “Papagaio”

DO OUTRO LADO DO TEMPO

Maio 29, 2007

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Do outro lado do tempo
Faço versos, não fingindo
Com eles, pinto o amor
Não oscilo com o vento
Nos versos, também há dor
Que escorre, com ardor
E nos ventos, vão sorrindo.

O SONO

Maio 24, 2007

 

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Quando as luzes se apagam,
E a noite chega…
Tudo se esvanece na madrugada absorvente,
Tragando no seu seio,
O torpor do iminente stress,
Que nos devora
Na rotina diária,
Da nossa existência
O sono e o sonho…
Aparecem como drogas,
Impedindo-nos de pensar
Pesadelo?
Ou não!
Anestesiando o nosso corpo,
E o nosso pensamento
Qual heroína,
Entrando nas veias,
Devassando a nossa mente
Atirando-nos para um gueto,
À margem de tudo que nos rodeia
Não durmam!
Não sonhem!
Não se desliguem da realidade
Pensem!
Lutem!
Contra o marasmo do existencialismo passivo,
E sedentário
Esperando…
Que tudo aconteça
Absortos,
Num sono profundo.

LUZ NA ESCURIDÃO

Maio 19, 2007

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Quando sorrimos…
O nosso sorriso se espalha no ar
Contagiando a atmosfera
Dando-lhe alegria, e cor
Quando choramos…
O Mundo também chora
O nosso coração entristece
Há neblina dentro de nós
O Mundo…Precisa de cor de alegria
De sorrisos abertos
Temos que fazer sorrir a tristeza
Dar luz à escuridão
Ser o oásis, neste deserto árido
Em putrefacção
Temos que ser a voz do silêncio
A aurora da esperança
Temos que ser a luz…
Na escuridão

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Quantas vezes, quantas…
Nos colocam muros, e barreiras
Quantas vezes nos mentem

Quantos amores se perdem
Antes de os encontrarmos
Quantas vezes, quantas…

Quantas vidas destruímos
Quantos desgostos choramos
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes encontramos
Olhares que nos fitam, que sorriem
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes os ignoramos
Por medo, ou desconfiança
Quantas vezes, quantas…

Quantos nos julgam de imediato
Sem nos ouvirem, nem conhecerem
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes se dizem nossos amigos
E nos traem
Quantas vezes, os que ajudamos a levantar
Nos deitam ao chão
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes somos duros, implacáveis
Egoístas, arrogantes, insensíveis
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes gostaríamos, de perdoar
E não o fazemos
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes nos olhamos ao espelho
E temos vergonha do que vemos
Quantas vezes, quantas…

Quantas vezes queremos sorrir
E choramos
Quantas vezes, quantas…

A vida…é cheia de quantas vezes.